"Novo" modelo velhas intenções

Uma das questões de grande preocupação da comunidade acadêmica e que tem sido objeto constante de debates no interior da Universidade (UFOPA), notadamente dentro do movimento estudantil , é a questão do "novo" modelo acadêmico proposto para a nova universidade (modelo já adotado inclusive no tempo da ditadura militar).

Depois do período de habilitação feito pela UFOPA, que se estendeu dos dias 2 a 9 de fevereiro, temos a primeira constatação do insucesso do "novo" modelo acadêmico: dos 1150 aprovados apenas cerca de 1/4 fez a habilitação,

Uma das principais certezas nas argumentações a favor do "novo" modelo acadêmico era a de que a comunidade em geral tinha aceitado, sem desconfianças, a nova proposta, já que o número de inscrições para o processo seletivo da UFOPA foi de 17.365. Porém os números da habilitação  mostraram que a comunidade em geral olha com preocupação a nova universidade.

A "nova" proposta na verdade faz parte de um plano de reestruturação da educação nacional, que antes de prezar por pessoas que saiam da universidade aptas a fazer diferença dentro da sociedade, se tonando profissionais de alta qualidade e preparados para as demandas complexas de uma sociedade dominada pelos princípios destruidores do capital e de sua influencia individualista, apenas busca formar mercadorias para o mercado de trabalho e que de preferência se adequem as demandas das grandes multinacionais.

Por isso não podemos deixar que construam uma universidade, de tamanha importância para toda a região,  sem a participação democrática de todos que a compõem.

Este é apenas um dos lamentáveis acontecimento que mostram o distanciamento da nova universidade da comunidade em geral.
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