Parabéns Mulheres

O Outra Frequência não poderia deixar de Parabenizar as nossas MULHERES pelo seu dia e desejar que a valorização da mulher na sociedade brasileira e mundial cresça cada vez mais, para que possamos construir um mundo bem melhor!!

PARABÉNS MULHER, PELO SEU DIA, POR SER UM DOM NA VIDA DE TODOS!! POR SER ESPECIAL!!

 Segue matéria interessante do Diário do Pará 

 Dia da Mulher: elas avançam, mas a luta continua

O perfil da mulher paraense mudou muito nos últimos 10 anos. Além de estarem mais presentes no mercado de trabalho - pesquisa feita pelo governo do Pará aponta que o contingente feminino aumentou em meio milhão de pessoas -, elas também começam a se destacar em profissões antes dominadas pelos homens, como o disputado mercado da produção joalheira. Alguns desafios do passado, no entanto, ainda persistem, já que o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou nos três primeiros meses deste ano, em relação a 2010.

No Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta terça-feira (8), a população feminina tem muito a comemorar. Mas também precisa continuar lutando por uma igualdade maior no mercado de trabalho e para que leis como a "Maria da Penha" surtam mais efeito. Os indicadores ainda apontam para a desigualdade de gênero, quando se constata que cabem às mulheres salários mais baixos, taxas elevadas de desocupação e maior precariedade nos postos de trabalho. Esta pesquisa, no entanto, vai ajudar o governo do Estado a formular políticas públicas direcionadas para o gênero feminino, que já deixou de ser frágil há muito tempo.

Meio milhão de mulheres no mercado de trabalho

A participação da mulher paraense no mercado de trabalho cresceu no período de 1999 a 2009. O crescimento representou a incorporação de mais 522 mil mulheres na População Economicamente Ativa - PEA. Elaborado pelo Instituto Econômico Social e Ambiental do Pará (Idesp), com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, realizada pelo IBGE, o estudo mostra que a presença da mulher no mercado de trabalho passou de 41,12% para 43,07%.

De acordo com o levantamento feito por técnicos do Idesp, esse avanço aconteceu, em grande parte, em razão das mudanças econômicas, culturais e políticas decorrentes, seja da ação do movimento de mulheres, que proporcionou o aprimoramento da legislação trabalhista e diminuição da discriminação; seja pela necessidade de obtenção de uma renda média maior.

Mesmo sendo motivo de comemoração, os números da pesquisa do Idesp poderão ajudar o governo do Estado a pensar políticas específicas para as mulheres, já que o estudo detectou alguns problemas vivenciados pelo sexo feminino no mercado de trabalho. A pesquisa detectou, por exemplo, evidências preliminares da subutilização da força de trabalho feminina - considerando que sua participação é bem inferior à apresentada pela população masculina.

O processo discriminatório a que a mulher é submetida, revela-se a princípio, em taxas de desocupação superiores (12,68% contra 7,74%) àquelas registradas entre os homens e prossegue, de forma evidente, a partir do momento em que ela passa a ocupar um posto de trabalho, seja recebendo remunerações médias inferiores, seja desenvolvendo atividades mais precárias ou de menor de grau de qualificação.

Isso é comprovado quando analisada a participação das mulheres em determinados segmentos. As mulheres são predominantes em quatro grupamentos de atividades: Serviços Domésticos (93,9%), Educação, Saúde e Serviços Pessoais (76,8%), Outros Serviços Coletivos, Sociais e Pessoais (56,0%) e Alojamento e Alimentação (63,0%).

Outro fator que comprova a desigualdade é que aproximadamente 53% das trabalhadoras apresentam rendimentos mensais de até um salário mínimo, enquanto esse percentual entre os homens cai para 34%. Para compensar o desnível, os estudos mostram ainda que a participação das mulheres chefes de família que recebem rendimentos acima de cinco salários mínimos, se aproxima da dos homens: 4% contra 7%.

(Secom)

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