Tempo moleque - Daniel Alves Jati

Daniel Alves Jati

Tanto me acalantam as folhas empoçadas...
Podre lama. Suco vital da sutil existência.
A reestruturação silenciosa de tenro jardim.
 
O tímido aroma das folhas úmidas,
Guia minha alma a uma possível viagem temporal...
Tempo moleque!
 
Unhas sujas, corpo tostado.
Feridas abertas, debochadas, dolorosamente vermelhas.
Quanta inocência na fisionomia sofrida.
Tempo moleque!
 
Sossego meu ser! Fecho meus poros,
Apenas ausculto o balançar das árvores. Branda orquestra!
Ondas em inaudíveis frequências,
Expandem-se em todas as direções de minha loucura.
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