Protestos contra plano de cortes resultam em confrontos na Grécia

AFP
Polícia e manifestantes se enfrentam, enquanto deputados debatem medidas de aperto

Manifestantes e policiais entraram em confronto nesta quarta-feira em frente ao Parlamento grego, em Atenas, em meio a um protesto contra o plano de austeridade imposto pelos credores do país e debatido pelos congressistas.
Os policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que responderam jogando pedras.
Milhares de manifestantes se reuniram na Praça Sintagma, em frente ao Parlamento. Membros do chamado Movimento Indignado pretendiam cercar o prédio do Legislativo, para dificultar o acesso dos deputados ao plenário.
Mas a polícia cercou um parque nacional que dá acesso ao Parlamento, possibilitando a passagem dos legisladores.
Do lado de fora do prédio, os manifestantes faziam gestos obscenos e gritavam palavras de ordem, chamando os deputados e a classe política do país de kleftes, ou ladrões.
As duas principais centrais sindicais do país conclamaram uma greve geral e prometeram engrossar a manifestação.
Medidas impopulares
O plano de austeridade têm como finalidade gerar uma economia de 6,5 bilhões de euros neste ano através do aumento de impostos e corte de gastos públicos.
Em troca, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordariam em liberar uma parcela de 12 bilhões de euros para que o governo grego possa pagar dívida que vence no curto prazo.
"Todos os gregos, em particular a geração mais jovem, quer que lutemos com todas as nossas forças para evitar uma bancarrota desastrosa que minará o futuro do país", disse o porta-voz do governo grego, George Petalotis.
"Estamos batalhando para servir o bem comum, no momento mais crucial da moderna democracia do país."
O correspondente da BBC em Atenas, Malcolm Brabant, disse que o governo socialista está tentando evitar uma "rebelião" dentro dos seus próprios quadros.
Na quarta-feira, o deputado George Lianis anunciou que deixava o partido para se tornar independente, deixando o governo com uma maioria de apenas cinco votos entre as 300 cadeiras do Parlamento.
"Você precisa ser cruel como um tigre para votar por essas medidas e eu não sou", disse o deputado e ex-ministro de Esportes, ao anunciar sua mudança.
Pelo menos outro deputado socialista ameaçou votar contra o programa de cortes e privatizações.
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, comparou a situação da Grécia com a de um país em guerra, dizendo que está determinado a "vencer" as dificuldades econômicas que o país enfrenta.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110615_grecia_protestos_nova_rp.shtml
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