Estudantes chilenos fazem greve de fome há uma semana; protestos começaram em maio

Da Redação do UOL Notícias em São Paulo *

Cerca de 34 estudantes chilenos secundaristas estão em greve de fome há uma semana, em mais um protesto por mudanças e melhorias na educação. Os alunos permanecem acampados em diferentes escolas e recebem o apoio de amigos.

As manifestações de estudantes de escolas e universidades do país tornaram-se recorrentes desde maio. Em algumas delas os manifestantes entraram em confronto com a polícia. Em outras, eles usaram a criatividade para dar destaque ao movimento, com encenações, simulações de praia nas ruas da capital e até um beijaço.

No começo do mês de julho, o presidente Sebastián Piñera anunciou um Grande Acordo Nacional para a Educação, que inclui um fundo de 4 bilhões de dólares. A medida no entanto não foi suficiente para acabar com os protestos.

No último dia 18, Piñera retirou o ministro Joaquín Lavín da pasta da Educação e nomeou em seu lugar Felipe Bulnes, até então, titular do Ministério da Justiça.

Estava marcada para hoje (27) uma reunião entre Piñera e dirigentes de todos os partidos políticos chilenos para discutir uma solução para as recentes mobilizações estudantis. Porém, a oposição não aceitou o convite alegando que o governo deve dialogar primeiro com os movimentos estudantis.
O novo ministro da educação diz que convidou estudantes e professores para conversar sobre a atual situação, mas que o convite não foi aceito.

O movimento estudantil chileno ganhou até uma musa: Camila Vallejo, 23, do curso de geografia e presidente da Federação Estudantil da Universidade do Chile (Fech). A garota admite que a beleza ajudou-a a atrair a atenção dos meios de comunicação para divulgar sua mensagem.

As universidades públicas chilenas não são gratuitas e também existem muitas instituições privadas. Os alunos têm acesso a elas por meio de uma prova de seleção anual, enquanto o pagamento pode ser feito mediante bolsas de estudo ou créditos avalizados pelo Estado.

O Chile registra 3,5 milhões de estudantes do primário ao ensino médio e um milhão na educação superior. No país, 10% dos estudantes frequentam escolas privadas; 40% municipais e, o restante, colégios mistos, nos quais os pais e o Estado pagam as mensalidades.
 
*Com informações de Agências Internacionais
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