Contra a crise, a melhor defesa dos trabalhadores é a luta!

Editorial do Opinião Socialista 230
 
Você, trabalhador, está ouvindo a TV falar da crise econômica internacional. Dá para sentir que é grave pelas notícias que envolvem o rebaixamento dos títulos dos EUA, a possibilidade de falência de países como a Grécia.

Agora, deve estar participando da campanha salarial de sua categoria. Tem vontade de brigar pelo seu aumento. Mas, agora, começa a ouvir ministros do governo Dilma afirmar, por causa da crise, que “o momento não é o ideal” para pedir aumentos.
A maioria dos trabalhadores confia no governo Dilma. Mas será que os ministros estão falando é verdade?

Vocês sabem que as grandes empresas estão tendo fortes lucros, produto do crescimento econômico. É a hora em que os trabalhadores devem lutar para conseguir aumentos salariais, sua parte no crescimento.

Qual é o momento ideal?
Mantega fala do “momento ideal”. Para ele, quando existe crescimento econômico , como agora , os trabalhadores não devem brigar por salários para não reduzir os lucros dos patrões.

Por outro lado, se a crise se estender ao Brasil, também não será a hora, porque “é preciso entender” a situação dos patrões. Nunca será o “momento ideal” para lutar pelos salários, se depender do governo.

Alguém já ouviu um alerta do governo exigindo que as grandes empresas reduzam seus lucros? Já escutaram Mantega dizer aos patrões que “não é o momento ideal” para ter lucros tão gigantescos? Não ouviu. E sabe por que? Porque a preocupação fundamental do governo Dilma é garantir os lucros das empresas, e não o salário dos trabalhadores.

Quando é necessário, o governo entrega dinheiro para as grandes empresas (Lula deu R$ 300 bilhões), para que elas mantenham seus lucros. Mas... não é correto dar dinheiro do governo para as empresas? Afinal, não melhora a vida de todo o mundo, se as empresas estão bem? Não, não melhora.

As grandes empresas recebem essa “ajuda” dos governos e aplicam na especulação financeira. Ou então, aplicam na produção com um ritmo de trabalho infernal e salários de miséria. O governo poderia ter implementado um plano de obras públicas financiado com esses 600 bilhões de reais, empregando muito mais trabalhadores e pagando salários decentes.

A melhor defesa dos trabalhadores contra uma possível crise está nas campanhas salariais. Conseguir agora um reajuste, que será mais difícil amanhã. A economia cresceu, eu também quero o meu.

E para enfrentar ou evitar uma futura crise, é preciso encará-la de frente. Você trabalhador, que vai lutar junto conosco por aumentos salariais, deve também exigir de Dilma que pare de pagar a dívida pública para garantir investimentos na economia. E que estatize os bancos para que se possa financiar esses investimentos necessários ao país, e reduzir ou anistiar as dívidas dos trabalhadores.

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