FBI utiliza a discriminação racial para reprimir muçulmanos e imigrantes

A American Civil Liberties (ACLU) entrou com uma ação na corte federal de Detroit, Michigan, para acessar os documentos sobre o uso oficial de discriminação racial pelo Federal Bureau of Investigation (FBI).

Segundo a organização, o FBI tem uma longa história de abuso e repressão à população para invadir a privacidade dos indivíduos e levar seus procedimentos de revista dos tidos como suspeitos, e isso estaria registrado em manuais de condutas para os agentes. O caso remonta às perseguições de militantes dos Panteras Negras, ainda hoje alvo de intensa repressão.

Dessa forma, a ACLU entrou com uma ação contra os agentes do FBI dizendo que manuais do FBI prevêem conduta inconstitucional para “usar a discriminação racial contra certos grupos, particularmente os muçulmanos e imigrantes” e assim mantê-los sob constante repressão.

A ACLU está buscando informações sobre como e quando esse guia foi implementado. “Com esta ação esperamos conseguir os registros que nos dirão exatamente o que os agentes estão fazendo, e se os americanos estão de fato protegidos”, disse em comunicado o advogado Mark Fancher, chefe do Projeto de Justiça Racial da ACLU, em Michigan.

Segundo as estratégias do FBI, aplicar a lei com base em perfis raciais tem o potencial de minar a confiança da comunidade, especialmente enquanto nada for feito para resolver ou prevenir o crime de policiais.

A organização de liberdades civis enfatizou a necessidade dos americanos saberem o que os federais estão fazendo em suas pesquisas e torná-los responsáveis por qualquer abuso de poder.

O processo contra o FBI e o Departamento de Justiça foi apresentado perante o Tribunal Federal do Distrito Leste do Michigan em 21 de julho, depois que o FBI se recusou a divulgar os documentos que foram solicitados pela Lei de Acesso à Informação (FOIA) sancionada um ano atrás.

Pelo manual de operações, chamado de Inteligência Nacional e Guia de Operações (DIOGO, em inglês), agentes do FBI tem a autoridade para coletar dados raciais e mapa de “comportamento étnico”, estilos de vida e tradições culturais.

Tal acontecimento é justamente a regra das polícias espalhadas pelo mundo. Tanto nos EUA de Obama, como no Brasil de Dilma, foram intensificadas as buscas e repressões à população com base em perfis, especialmente negros, pobres, muçulmanos e imigrantes.

Este caso, somado às mais diversas ações de segurança dos Estados Unidos, como no caso de Osama Bin Laden e as prisões de tortura espalhadas pelo mundo, demonstram que a democracia tipo exportação dos EUA não existe de fato, mas é apenas uma formalidade para encobrir um estado fascista.
 
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