Pastor Silas Malafaia relaciona homossexuais a traficantes e assassinos em série

Malafaia não irá cansar enquanto a legislação continuar frouxa
O repórter Eliseu Barreira Júnior, da Época, perguntou ao pastor Silas Malafaia (foto), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, como ele reagiria caso tivesse um filho ou neto gay. O pastor disse que ia “melhorar” a pergunta do repórter, com uma resposta mais ampla, na qual citou criminosos para dizer o que faria.

Afirmou: “Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse traficante, se algum filho meu fosse um serial killer e tivesse esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz. Daria o Evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não nasceu assim, que é uma opção dele”. 

Em maio de 2010, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, Malafaia já tinha feito uma
comparação desastrada dizendo que, caso fosse aprovada a união estável entre pessoas do mesmo sexo, seria o caso de se permitir tudo, como relação sexual com cachorro e com cadáver.

O Ministério Público abriu inquérito para verificar se essas afirmações têm conotação homofóbica.

A entrevista que ele deu à Época desta semana está
pontuada por contradição. Ele disse, por exemplo, que não existe a ideia de se implantar no Brasil uma República evangélica, mas, um pouco depois, afirmou que a partir de agora os políticos vão ter de se curvar diante dos cristãos (evangélicos e católicos).

“A sociedade brasileira é conservadora, 90% da população. Desses, os evangélicos e católicos praticantes são 70%”, disse. “Somos a maioria absoluta neste país, amigo.”


“Hoje em dia o governante vai ter de dizer em que princípios acredita. Vai ter de botar a cara, porque a comunidade evangélica está bem esperta, madura. Não vai dar para [o governante] ficar em cima do muro. [...] Se apoiar leis que privilegiam homossexuais em detrimento da sociedade, vamos cair em cima.”


Malafaia se colocou como líder não só dos fiéis da Assembleia de Deus, mas de todos os evangélicos. Ele argumentou que, dos quatro pregadores que aparecem na TV, ele é o único que faz programa se dirigindo a todos os evangélicos. Edir Macedo, R.R.Soares e Valdemiro Santiago, disse, se dirigem somente a seus fiéis. 
 
Afirmou ser ele “a maior barreira” para a aprovação da lei que criminaliza a homofobia. “E se [a classe política] abrir a boca para dizer que apoia o aborto, vai ficar feio também.”
 
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