Belo Monte foi mote do Grito dos Excluídos em Belém

Por Xingu Vivo

Enquanto mais de quatro mil homens das Forças Armadas e de órgãos de segurança do Estado do Pará desfilavam pelo dia 7 de setembro, data alusiva a “Independência do Brasil”, manifestantes de vários movimentos sociais convocados pelo Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre protestavam nas ruas de Belém em defesa da Amazônia.

O ato teve início por volta das 9 da manhã, à beira do Rio Guamá, na escadinha da Estação das Docas, e seguiu até a Av. Presidente Vargas onde encontraram barreiras formadas por militares da tropa de choque que impediam a passagem da manifestação.

Os manifestantes decidiram mudar o trajeto para terem acesso à área do desfile e caminharam de costas em protesto contra o discurso falacioso do governo federal que tenta vender a destruição dos rios e das florestas como se fosse progresso. Até o fim do ato foram acompanhados pelos militares do COE.

Grito em Defesa da Amazônia
 
O GRITO EM DEFESA DA AMAZÔNIA, como foi intitulado a manifestação, teve por objetivo chamar a atenção para a importância da luta pela preservação dos recursos ambientais e denunciar todos os projetos que destroem a região, como o da Usina Hidrelétrica de Belo Monte que o governo pretende construir na região do Xingu para favorecer as grandes corporações econômicas.

O ato estendeu o apoio aos operários da construção civil, em greve desde o dia 5, também denunciou a criminalização dos movimentos sociais, os assassinatos de trabalhadores no campo, a corrupção que atinge várias esferas do executivo e do legislativo, o corte nos gastos com políticas públicas que resultam na precarização de serviços fundamentais às populações como educação e saúde, o aumento da violência na cidade e no campo.

Dia 10 – Novo ato na XV Feira Pan-Amazônica do Livro
 
Os organizadores do ato estimaram a presença de quase mil manifestantes e já anunciaram uma nova manifestação a ser realizada no próximo dia 10 de setembro, na XV Feira Pan-Amazônica do Livro, Hangar, a partir das 18 horas. É o grito que não pára e que o governo vai ter que ouvir, mais cedo ou mais tarde.

Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre
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