UNIR - CARTA ABERTA À SOCIEDADE RONDONIENSE

Podemos ter uma nova UNIR!?

Nós, professores e estudantes da Universidade Federal de Rondônia – UNIR- estamos em greve há dois meses. Nossos motivos baseiam-se na falta de:
  • técnicos-Administrativos, livros, salas de aula, laboratórios, hospital universitário, restaurante universitário, energia elétrica, água, internet, telefone, limpeza, material de higiene, iluminação e segurança;
  • responsabilidade na gestão da Universidade;
  • gestores competentes que façam bom uso do dinheiro público;
  • professores especializados em várias áreas de conhecimento para atender à demanda;
  • cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) acordado durante a greve de 2008 entre reitoria, professores e alunos.
Além disso, a comunidade convive com mosquitos da dengue, malária, lixo, mato, entulhos de construção, animais peçonhentos, buracos, fumaça tóxica do lixão e escuridão.

A universidade se expandiu sem planejamento, o que aumentou ainda mais a falta de estrutura e serviços. O Corpo de Bombeiros emitiu laudo de vistoria técnica constatando deficiências no funcionamento das instalações elétricas, físicas e sistemas de proteção contra incêndio e pânico, alertando para riscos à segurança de estudantes, professores e funcionários. Como se pode notar, problemas antigos não foram sanados e outros vão surgindo, como a existência de inúmeras obras inacabadas.

O gestor de nossa universidade, reitor José Januário de Oliveira Amaral, não concorda que a estrutura física e humana dos Campi da UNIR está em estado de caos: ele afirma que já havia resolvido 95% dos problemas. Essa enfática afirmação destruiu a possibilidade de negociação, tendo em vista que demonstrou ao mesmo tempo a falta de credibilidade do reitor.

Compreendemos, então, que a disparidade entre a afirmação do reitor e a realidade que se vive baseia-se na má gestão do dinheiro público. Comprovamos isso por meio de levantamento de processos e denúncias junto ao Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União.

As denúncias que envolvem a reitoria são muitas, entre elas:
 
- convênio irregular da UNIR com o Instituto Qualificar para realização de cursos de informática e línguas estrangeiras. Por decisão da CGU, o valor das taxas cobradas de material didático deveria ter sido devolvido aos inscritos e o encerramento do convênio deveria ter sido divulgado amplamente nos meios de comunicação. Desrespeitando a rescisão do convênio, as aulas de tais cursos estão sendo realizadas e em dezembro os alunos terão que pagar a segunda parcela da taxa do material didático. Novamente serão lesados, já que a UNIR não poderá certificar os cursos como divulgado (caracterizando também o crime de propaganda enganosa); 
 
- realização de concursos com favorecimento de pessoas do círculo do reitor, sem respeito aos Editais e departamentos;
 
- suspeição de envolvimento no esquema de desvio de verbas geridas pela FUNDAÇÃO RIO MADEIRA, conforme matéria publicada no site do Ministério Público Estadual de Rondônia;
 
- irregularidades na realização de licitações, contratos e superfaturamento de compras;
 
- abandono da obra do Hotel-Escola em Iata, município de Guajará-Mirim, que atenderia ao Curso de Hotelaria.

Diante de tais suspeitas torna-se necessário o AFASTAMENTO TEMPORÁRIO do reitor para que as investigações ocorram sem obstrução de prova, conforme prevê a Lei 8.112, haja vista que já há denúncia formalizada na Polícia Federal de que vários computadores foram retirados do Campus de Porto Velho na calada da noite. A expressão “Fora Reitor” é um slogan que significa necessidade de afastamento do reitor, não se confunda com destituição do cargo.

Até agora nosso movimento de greve obteve algumas conquistas como:
-reunião em Brasília com o secretário de Ensino Superior - MEC mediada pela bancada federal de Rondônia; 
 
-visita do mencionado secretário ao Campus de Porto Velho para dialogar com a comunidade acadêmica; (o reitor recusou-se a comparecer nesta reunião)
 
-criação de Comissão de Apoio, pelo MEC, para administrar a crise de gestão da UNIR;
 
-instauração de Comissão de Sindicância, pelo MEC, para apurar as denúncias apresentadas;
 
-audiência pública na Assembléia Legislativa de Rondônia; (novamente o reitor não compareceu).

CONFIAMOS EM SEU APOIO PARA QUE POSSAMOS ATINGIR O OBJETIVO MAIOR: 
 
AFASTAR O REITOR FAZENDO VALER A DEMOCRACIA PARA ALÉM DO MOMENTO DAS URNAS, O QUE TAMBÉM SIGNIFICA ASSEGURAR O FUTURO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL.

O FUTURO NÃO MORREU!
COM SUA PARTICIPAÇÃO A UNIR SERÁ UMA NOVA UNIR!!!
 
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