APÓS INÍCIO DE RADIO E TV, MAIORIA AINDA REJEITA DIVISÃO DO PARÁ


Plebiscito Sobre a Divisão do Pará - Novembro de 2011 - Segunda Onda

Desconhecimento do número da urna eletrônica cai de 77% para 38% na votação sobre Carajás e de 80% para 44% no caso de Tapajós

A segunda rodada de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha no Pará sobre a divisão do Estado mostra que a maioria dos eleitores continua a rejeitar essa hipótese. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 24 de novembro, dez dias após o início da propaganda, no rádio e na TV, das frentes favoráveis a criação do Estado de Carajás e Tapajós e as contrárias a esse desmembramento. Foram entrevistados 1015 eleitores e a margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

A maioria (62%) dos eleitores paraenses é contra o desmembramento do Pará para a criação do Estado de Carajás, enquanto 31% dizem ser favoráveis à divisão. Na comparação com a pesquisa anterior, subiu o índice dos que rejeitam o novo Estado de Carajás (eram 58%) e oscilou negativamente, dentro da margem de erro, o índice dos eleitores favoráveis a ele (eram 33%). Entre os eleitores que vivem onde seria o novo Estado de Carajás, também caiu o apoio a sua criação: eram 84% no início de novembro, ante 78% no atual levantamento. Na fatia de eleitores que viveria no novo Estado de Tapajós, o índice dos que dizem ser favoráveis a Carajás passou de 55% para 60%. Na área do que seria o novo Pará, o apoio a Carajás continua baixo: oscilou de 12% para 9%.

O início da campanha no rádio e na TV elevaram a taxa de conhecimento sobre o número a ser digitado na urna eletrônica. Na pesquisa anterior, 20% sabiam em como votar para apoiar ou rejeitar a criação de Carajás. Neste levantamento, o índice de conhecimento do número vai a 60%. A fatia dos que não sabem o número, em tendência contrária, caiu pela metade (de 77% para 38%). No grupo que irá votar pela não criação de Carajás, o índice de conhecimento do número é, proporcionalmente, maior do que aqueles que votarão pela criação (63% a 54%).

O índice dos eleitores que votariam favoravelmente à divisão do Pará para a criação do Estado do Tapajós oscilou de 33% para 30%. Os que se dizem contrários, no atual levantamento, são 61%, ante 58% no anterior. Entre os homens, o apoio a Tapajós fica acima da média (35%), proporcionalmente maior do que entre as mulheres (26%). No grupo de eleitores que estão onde seria o Estado de Tapajós, 74% são favoráveis a sua criação – na pesquisa anterior, eram 77%. Entre os eleitores do novo Estado de Carajás, o apoio a Tapajós seguiu tendência contrária e passou de 64% para 68%. No que seria o novo Pará, os favoráveis à criação de Tapajós eram 12% e agora são 8%. Também aumentou, no caso de Tapajós, o conhecimento do número a ser digitado na urna para apoiar ou rejeitar a criação do Estado. No início de novembro, as citações corretas do número ficavam em 17%, taxa que foi a 54% no atual levantamento. Ainda não sabem o número a ser digitado 44% (eram 80% na pesquisa anterior).

O nível de conhecimento sobre o plebiscito que irá consultar, no dia 11 de dezembro de 2011, a população do Pará sobre a divisão do atual território do Estado em três novas unidades federativas foi de 92% para 96%. Entre os que dizem ter conhecimento sobre o plebiscito, 33% afirmam estar bem informados (eram 19%). Os que se declaram mais ou menos informados são 45%, e os mal informados, 19%. Nove entre cada dez (92%) paraenses com título de eleitor dizem que irão votar com certeza no plebiscito, e 7% dizem que talvez irão votar.

PROPAGANDA NO RÁDIO E TV TEM AUDIÊNCIA DE 65% DOS ELEITORES

A maioria (65%) dos eleitores paraenses também afirma ter assistido ou ouvido, mesmo que em parte, as propagandas das frentes favoráveis e contrárias ao desmembramento do Pará na TV ou no rádio. Entre aqueles que estão na área do futuro Estado de Tapajós, caso criado, o índice dos que assistiram ou viram alguma propaganda fica acima da média (73%). No grupo de eleitores com ensino fundamental, o índice dos que assistiram fica em 56%, ante 71% para aqueles que estudaram até o nível médio.

De forma geral, as propagandas das frentes são bem avaliadas, com índices parecidos de aprovação. No caso de Carajás, o programa da frente de apoio a criação do Estado é avaliada como ótimo ou bom por 38%, como regular, por 28%, e como ruim ou péssimo, por 26%. O programa da frente contrária a Carajás é visto como ótimo ou por 41%, como regular, por 26%, e como ruim ou péssimo, por 20%. Para o Estado de Tapajós, a propaganda eletrônica da frente favorável ao novo Estado é avaliada como ótima ou boa por 34%, como regular ,por 27%, e como ruim ou péssima, por 26%. A frente que faz propaganda contra a criação de Tapajós tem seus programas avaliados como ótimos ou bons por 39%, como regulares, por 25%, e como ruins ou péssimos, por 21%.

Nas regiões onde a criação dos novos Estados angariam mais apoio, as avaliações mudam. Na área onde seria o novo Estado de Carajás, por exemplo, a propaganda da frente favorável á criação do Estado é vista como ótima ou boa por 66%, e o da frente contrária, por 28%. Os eleitores de Tapajós seguem a mesma tendência: 60% dizem que o programa da frente pró-Carajás é ótimo ou bom, e 23% têm a mesma avaliação sobre o programa da frente contrária Carajás. Entre os eleitores do novo Pará, 23% dizem que a propaganda no rádio e TV da frente favorável a Carajás é ótima ou boa, e 51% dizem o mesmo sobre a frente contrária a esse novo Estado.

Para as frentes envolvidas na criação de Tapajós, o cenário é o mesmo: a maioria dos eleitores (67%) do que seria o novo Estado avaliam a propaganda favorável a sua criação como ótimo ou bom, índice que fica em 52% para aqueles do Estado de Carajás e em 20% para os eleitores do que seria o novo Estado do Pará.
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