14.03, dia de luta – Barragem no Xingu dos outros é refresco

Ato cênico contra a usina de Belo Monte na Av. Paulista alerta contra gastança de dinheiro do paulistano em buraco negro da hidrelétrica

Por Verena Glass em Xingu Vivo



Nesta quarta, dia internacional de luta contra as barragens, Belo Monte volta a ser pauta em São Paulo. Dando seguimento a uma série de atos de protesto contra a hidrelétrica no Xingu, ativistas de grupos autônomos prepararam uma performance especial para as 16 h na Avenida Paulista, altura do número 460, onde está localizado o prédio da Eletronorte.

De acordo com os organizadores, o protesto será colorido e promete algumas surpresas, mas o objetivo é alertar a população paulistana sobre os grandes riscos que o dinheiro público corre se for liberado o empréstimo de R$ 25 bilhões do BNDES ao projeto de Belo Monte.

“Na verdade, todos nós já estamos pagando Belo Monte desde que o BNDES fez um primeiro empréstimo para a usina com dinheiro do nosso FGTS. Mas eles querem dar muito mais. E ninguém perguntou pra gente se estamos de acordo. Será que se as pessoas fossem consultadas, elas dariam dinheiro pra usina?”, questionam os ativistas.


Manifestação também em Altamira

Em Altamira,a “casa” de Belo Monte, também haverá uma grande marcha contra os impactos das hidrelétricas. O Movimento Xingu Vivo, em conjunto com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento de Mulheres de Altamira, denunciarão a recente onda de expulsão de agricultores e o alagamento que desalojou cerca de 400 famílias em fevereiro. Também será cobrada a votação do relatório do Conselho de Defesa da Pessoa Humana (CDDPH), que está tramitando junto à Secretaria Especial de Direitos Humanos há quase um ano.

A manifestação começa as 8 h da manhã, com concentração em frente ao Fórum da cidade e participação de militantes da região de Altamira, Brasil Novo, Uruará e Medicilância, além de atingidos de Tucuruí e Itaituba.
Comentários
0 Comentários

Imprimir ou salvar em pdf

Leia Também