Pelo piso nacional professores param por 3 dias

Trabalhador da educação cruza os braços de hoje até sexta em defesa do piso nacional

Para defender o pagamento do piso nacional dos professores, de R$ 1.451,00 para um contrato de 40 horas de trabalho, por prefeituras e governos estaduais, professores vão fazer uma paralisação por três dias, entre hoje e a próxima sexta-feira. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) também aderiu à paralisação que deixará sem aulas os alunos das escolas públicas da rede estadual e municipal, que no Pará têm cerca de 3 milhões de estudantes. 


Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, o movimento pode ser ampliado, por tempo indefinido, conforme as assembleias da categoria em cada Estado. "Os professores farão atos públicos e passeatas em vários Estados brasileiros. A chamada da CNTE é de três dias para fazer uma avaliação, se continuará ou não com a greve. Cada Estado tem autonomia de fazer uma avaliação e ver a situação, decidindo se deve manter a greve", afirma Leão.

O presidente do CNTE destacou ainda que o piso salarial em vigor no País não atende às necessidades dos profissionais em educação. De acordo com ele, pelos cálculos da CNTE, o ideal é fixar um piso de R$ 1.937,00. "Os governadores e prefeitos em vez de buscarem formas de pagarem sem questionar, não, eles questionam o critério e o valor de reajuste. E, nós não aceitamos esse tipo de coisa e essa paralisação tem essa finalidade", diz. De acordo com o presidente da CNTE, atualmente muitos Estados e municípios não conseguem provar o que investem em educação. No mínimo, de acordo com a Constituição Federal, 20% do total arrecadado em impostos pelo estado devem ser aplicados em educação. Levantamento feito pela Agência Brasil apontou que nove Estados ainda não pagam o valor do piso aos professores.

Belém - Hoje, em Belém, a categoria fará uma marcha, com concentração na Praça Santuário, às 9h. O percurso será definido durante o ato, mas os professores devem seguir até a Secretaria Municipal de Administração (Semad) e depois para Centro Integrado de Governo (CIG), no bairro de Nazaré. Nestes dois locais os manifestantes pretendem entregar aos representantes do governo Estado e da prefeitura documentos com reivindicações. Amanhã, haverá uma coleta de assinaturas de apoio à proposta de investimento de 10% Produto Interno Bruto (PIB) no PNE e à auditoria da dívida pública. O objetivo é conseguir, no mínimo, 1 milhão de assinaturas em todo o País. O documento já conta com 400 mil assinaturas.

Fonte: http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=222&codigo=582059
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