Dilma anuncia ampliação do corte de impostos aos patrões

Pacote de bondades aos empresários soma total de R$ 60 bilhões
 
A presidente Dilma Rousseff, acompanhada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, na quarta-feira, dia 3, mais um pacote de isenções e incentivos à indústria. O custo total das medidas, apenas em 2012, será de R$ 60,4 bilhões.

A quantia vem tanto de reduções de impostos quanto da ampliação de linhas de crédito e repasses do Tesouro Nacional a bancos oficiais. Deste valor, R$ 45 bilhões serão destinados ao BNDES para a realização empréstimos a juros baixos às empresas. 


Com as medidas anunciadas, foi eliminada a contribuição patronal de 20% para o INSS de 15 setores, com perspectiva de extinção em todas as áreas. Apenas com isso, o impacto anual será de R$ 7,2 bilhões, além de representar uma ameaça à Previdência Social.

Os trabalhadores serão atingidos em seus direitos, pois a contribuição patronal para o INSS constitui parte do financiamento da Seguridade Social, que suporta a aposentadoria. Ao mesmo tempo, os rentistas estrangeiros continuarão a dispor de privilégios como altos juros, livre fluxo de capitais e isenção de imposto de renda para ganhar bilhões com a dívida interna (se hoje distorcem a realidade, dizendo ser deficitária, como ficará retirando ainda mais dinheiro do seu caixa?).

No lugar da contribuição extinta, haverá um desconto de 1% a 2% sobre o faturamento das empresas, que deve arrecadar cerca de R$ 2,3 bilhões. A diferença será bancada pelo governo, ou seja, dinheiro público fruto do cortar verbas de áreas como saúde e educação para garantir mais esse benefício aos patrões.

Choradeira

A desculpa utilizada pelo governo é que as medidas vão defender a indústria e o emprego, mas a realidade é que só as empresas vão ganhar.

De proteção ao emprego e direitos dos trabalhadores não há nada garantido. É dinheiro que as empresas estão usando pra demitir.

Ainda assim , apesar do presentão, os empresários continuam com a choradeira. Querem mais.

Um ato foi realizado na última quarta-feira, em São Paulo, que classificou as medidas como “insuficientes”. O ato teve a presença de empresários, da Fiesp e, inclusive, das centrais sindicais pelegas (CUT, CTB, Força Sindical e outras), que tem se colocado em defesa dos patrões.

“Para o país crescer de verdade é preciso investir nos trabalhadores”, afirma o diretor do Sindicato José Dantas Sobrinho. “Se quer defender o emprego, o governo deveria anunciar medidas como a estabilidade no emprego, aumento nos salários e redução da jornada sem redução de salários, mas prefere seguir aumentando o lucro dos patrões”, afirmou.

Fonte: CSP - Conlutas
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