Para começar a entender o massacre do Povo Palestino

Os dois principais interessados neste conflito é os EUA com o avanço do seu complexo militar-industrial e os Sionistas[2] Israelenses com a proposta de uma “grande Israel”.

Por Vinícius Luduvice

Israel tenta justificar (o injustificável) dizendo que está apenas se defendendo de um inimigo “perigoso” e por isso já matou mais de 800 pessoas, sendo a maioria absoluta civis (entre esses muitas crianças), em apenas 18 dias de conflito, sem falar nos incontáveis feridos e desabrigados. Podemos evidenciar a disparidade entre Palestinos e Israelenses em vários aspectos, mas de forma mais atual podemos destacar a quantidade de israelenses mortos: 34 militares israelenses e dois civis; estes últimos foram atingidos por rojões que são armas da resistência.

Esse inimigo “perigoso” é o povo Palestino que se defende como pode (ou na verdade não pode) e acusa os israelenses de “estarem tentando” implementar a todo o custo um projeto de colonização total do território Palestino, que é notório quando verificamos o território. Em 1948 a partir de uma resolução da Organização das Nações Unidas foi determinado que 51% do território Palestino fosse destinado para criação do Estado de Israel. Mas hoje Israel já “roubou” grande parte do território Palestino alcançando 78% do total. Os “22%” que restam ao Povo Palestino constitui-se como parte da Cisjordânia e da Faixa de Gaza que mesmo assim têm influência de militares israelenses, diga-se não de passagem, essa ocupação é ilegal.

Não podemos deixar de denunciar que o Estado assassino de Israel hoje é a terceira potência militar do mundo e tem sido fielmente apoiada pelos Estados Unidos da América do Norte que é a primeira potencia militar e principal culpada/interessada pelas guerras no mundo.

Em resumo a miséria provocada pelos israelenses é um ciclo vicioso, quase infinito, de muita violência e morte, até mesmo crianças consideradas por eles como subversivas (por resistirem à colonização), são mortas ou no mínimo presas. O Povo Palestino não tem tido acesso à água, pois a grande maioria das fontes de água potável está sobre o domínio de Israel que permite os agricultores israelenses a esse acesso, mas não os Palestinos. Essa proibição se estende no ir e vir para ter acesso a atendimento médico-hospitalar.

Os dois principais interessados neste conflito é os EUA com o avanço do seu complexo militar-industrial e os Sionistas[2] Israelenses com a proposta de uma “grande Israel”.

Segundo observadores geopolíticos o principal incentivador do conflito na faixa de gaza é os EUA principalmente pelos seus “fracassos” nas últimas investidas nas guerras “contra” o terrorismo.

Se a ideia dos Estados Unidos da América do Norte é manter na pior das hipóteses seu poderio militar a qualquer custo, não vai se importar em “criar” vários inimigos (internos e externos), pretextos para iniciar guerras descabidas, mesmo que pra isso decida sozinho quem é e quem não é terrorista.

Existe uma tentativa evidente de Israel continuar provocando os conflitos, pois isso afasta as possibilidades da retomada das negociações dos Acordos de Oslo onde existem vários pontos para alcançar a paz. Essas negociações, seguindo os encaminhamentos internacionais, significa a desocupação por parte de Israel dos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Sendo assim se os conflitos se findarem os israelenses não terão como continuar invadindo os territórios palestinos.

Os israelenses compreendem que quanto mais massacres eles provocarem, mais o povo palestino, que cotidianamente já sofre a exploração e a opressão, sairá das suas terras, podendo assim Israel ampliar sua dominação no oriente médio.

Portanto não podemos continuar apenas assistindo o massacre de vidas humanas como se assistíssemos uma “novela das oito”. Não podemos nem mesmo devemos ser cúmplices como a maioria dos Países e da Mídia pelo mundo tem sido. A não ser que não tenhamos vergonha de um dia contar que vimos vidas humanas serem dissolvidas como um “sonrisal” na água.

Para que em dias futuros não tenhamos vergonha de ter vivido o nosso tempo, é necessário que hoje (agora) tenhamos solidariedade à resistência Palestina, e lutemos juntos por uma Palestina Livre e Soberana, pois como diária Che “Sonhas e serás livre de espírito... luta e será livre na vida”.

[1] Membro da Diretória do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins-SINTET e do Comitê Estadual do Plebiscito Constituinte no Tocantins.

[2] Movimento político-filosófico extremista, colonizador que sustenta preconceito racial ao povo Palestino.
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