Livro - Edgardo Lander (Org.) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais Perspectivas latino-americanas

Títulos del Programa Sur-Sur

A colonialidade do saber
eurocentrismo e ciências sociais
Perspectivas latino-americanas

organizador
Edgardo Lander

Textos completos


A colonialidade do saber
eurocentrismo e ciências sociais
Perspectivas latino-americanas
Edgardo Lander (organizador)
Santiago Castro-Gómez, Fernando Coronil, Enrique Dussel, Arturo Escobar, Edgardo Lander, Francisco López Segrera, Walter D. Mignolo, Alejandro Moreno, Aníbal Quijano.

ISBN 987-1183-24-0
Buenos Aires: CLACSO, setembro de 2005
(15,5 x 22,2 cm) 278 páginas
 
Nos debates políticos e em diversos campos das ciências sociais, têm sido notórias as dificuldades para formular alternativas teóricas e políticas à primazia total do mercado, cuja defesa mais coerente tem sido formulada pelo neoliberalismo. Estas dificuldades devem-se, em grande medida, ao fato de que o neoliberalismo é debatido e confrontado como uma teoria econômica, quando na realidade deve ser compreendido como o discurso hegemônico de um modelo civilizatório, isto é, como uma extraordinária síntese dos pressupostos e valores básicos da sociedade liberal moderna entorno do ser humano, da riqueza, da natureza, da história, do progresso, do conhecimento e da boa vida. As alternativas às propostas neoliberais e ao modelo de vida que representam, não podem ser encontrados em outros modelos ou teorias no campo da economia já que como disciplina científica assume, no fundamental, a cosmovisão liberal.
A expressão mais potente da eficácia do pensamento científico moderno –especialmente em suas expressões tecnocráticas e neoliberais hoje hegemônicas– é o que pode ser descrito literalmente como a naturalização das relações sociais, a noção de acordo com a qual as características da sociedade chamada moderna são a expressão das tendências espontâneas, naturais do desenvolvimento histórico da sociedade. A sociedade liberal industrial constitui-se –a partir desta perspectiva– não somente na ordem social desejável, mas sim na única possível. Esta é a concepção segundo a qual nos encontramos hoje em um ponto de chegada, sociedade sem ideologias, modelo civilizatório único, globalizado, universal, que torna desnecessária a política, na medida em que já não há alternativas possíveis a esse modo de vida.
Indice
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Apresentação da edição em português
Prefácio
Francisco López Segrera
 
Apresentação
Edgardo Lander
Edgardo Lander Ciências sociais: saberes coloniais e eurocêntricos
Enrique Dussel Europa, modernidade e eurocentrismo
Walter D. Mignolo
A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério
 ocidental no horizonte conceitual da modernidade
Fernando Coronil
Natureza do pós-colonialismo: do eurocentrismo
 ao globocentrismo
Arturo Escobar
O lugar da natureza e a natureza do lugar: 
globalização ou pós-desenvolvimento?  
Santiago Castro-Gómez
Ciências sociais, violência epistêmica e o problema
 da “invenção do outro”
Alejandro Moreno
Superar a exclusão, conquistar a equidade: reformas, políticas e capacidades no âmbito social

Francisco López Segrera
Abrir, “impensar” e redimensionar as ciências sociais
 na América Latina e Caribe
É possível uma ciência social não eurocêntrica
 em nossa região?
Aníbal QuijanoColonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina

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